SpaceX se torna a maior operadora comercial de satélites do mundo

Na terça-feira (7), um tuíte da SpaceX confirmou que a empresa lançou de forma bem-sucedida 60 novos satélites Starlink. Isso significa que, a partir de agora, a companhia liderada por Elon Musk é quem opera mais satélites comerciais no mundo, superando a então líder Planet Labs, e sua frota de 150 satélites de pesquisa.

Entretanto, a empresa ainda precisa mostrar que consegue gerenciar de forma eficiente a constelação de satélites que tem como objetivo levar internet banda larga para o mundo todo, principalmente para locais não alcançados por antenas convencionais.

O envio desses satélites foi realizado por um foguete Falcon 9, que foi lançado da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, na segunda-feira (6). Esse é o terceiro envio de satélites feito pela empresa – os dois anteriores ocorreram em maio e novembro do ano passado.

O próximo passo da SpaceX é garantir que todos estejam funcionando de maneira correta. Depois que a análise for realizada, os satélites vão acionar seus propulsores de íons para chegar ao lugar onde devem ficar – cerca de 550 quilômetros acima da superfície da Terra – esse processo vai levar de um a quatro meses para ser concluído.

Com esse lançamento, o total de satélites Starlink em órbita subiu para 182. Entretanto, o número real pode ser algo próximo de 172, de acordo a SpaceNews: "Não está claro se todos os 182 satélites Starlink farão parte da constelação que a SpaceX espera começar a operar ainda este ano. Cerca de dez satélites do primeiro lançamento da empresa nunca atingiram sua órbita operacional, de acordo com um relatório divulgado recentemente".

Em julho, a SpaceX disse que apenas três satélites haviam falhado em sua missão, e que outros dois foram desorbitados intencionalmente. Não houve resposta da empresa em relação às alegações da SpaceNews.

A ideia da SpaceX é criar uma constelação com 42 mil satélites individuais. Até o fim de 2020, a empresa espera enviar 1.440 novos mini-satélites ao espaço. Esse plano exigiria pelo menos dois lançamentos por mês, o que se torna possível já que a companhia consegue usar o espaço extra de carga dos lançamentos comerciais programados para envio dos satélites.
Riscos operacionais

Os lançamentos de satélites Starlink provocam certa controvérsia entre os astrônomos. A principal reclamação é que os dispositivos estão interferindo em observações astronômicas. Para provar isso, um grupo de estudiosos de um observatório chileno compartilhou uma foto em que os satélites são vistos passando.

Para defender seu programa, a SpaceX alegou que o efeito é apenas temporário, e que os satélites não serão mais vistos quando atingirem a órbita pretendida. Considerando o tempo para que cada lançamento atinja o local correto e a estimativa de dois lançamentos por mês, pode ser que os astrônomos vejam muitos dos satélites em suas observações ao longo do ano.

Outra preocupação a ser considerada é o acúmulo de lixo espacial. O tempo útil de vida desses satélites é de 25 anos. Após esse período, eles vão cair naturalmente na atmosfera. Esses detritos podem gerar colisões e acidentes com outros satélites presentes no mesmo espaço – atualmente, estima-se que há cinco mil satélites em órbita.


Fonte: Olhar Digital - 08/01/2020

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